Cinco competências que as empresas procuram em tempos de crise
O atual contexto pandémico deu origem a grandes movimentos no ecossistema laboral. Depois de um período difícil de ERTEs, cortes e reduções de pessoal, as empresas também precisam de novos perfis para se adaptarem à nova normalidade, o que se traduz em novas oportunidades e ofertas de emprego, embora ainda muito escassas.
As entrevistas de emprego e as competências exigidas ao entrevistado não mudaram drasticamente desde antes da pandemia de coronavírus, mas alguns requisitos são mais importantes agora do que antes.
Os requisitos para uma nova contratação estão sujeitos a múltiplos parâmetros, consoante o cargo a que se candidata, pelo que é difícil definir qualidades genéricas. Mas se se trata de definir requisitos mínimos comuns, e de ponderar as qualidades mais comuns aos diferentes cargos, estas serão as mais valorizadas:
TRABALHO EM EQUIPA
Não só dar-se bem com os colegas de trabalho, mas também dar feedback, saber delegar… Em suma, ser capaz de ter uma boa comunicação com os colegas para que o ritmo de trabalho flua é vital para o bom andamento de qualquer projeto.
ADAPTABILIDADE
O que as empresas costumavam chamar de resolução de problemas ou conflitos, provavelmente agora chamam de adaptabilidade. No ambiente instável e mutável de hoje, é necessário demonstrar que se pode não só ultrapassar obstáculos, mas também trabalhar sem problemas após cada mudança.
FORMAÇÃO
Embora seja verdade que, hoje em dia, um diploma universitário já não é um pré-requisito para um emprego, se conseguir demonstrar todas as suas competências numa entrevista, as empresas continuam a prestar muita atenção à formação. Quer se trate de um diploma universitário, de uma formação profissional ou de cursos não certificados, tudo isto conta no currículo e demonstra iniciativa e vontade.
EXPERIÊNCIA
Há muitas ofertas de emprego que pedem mais anos de experiência do que o candidato poderia ter devido à sua idade, mas é assim: a experiência numa função semelhante é um dos pontos mais valorizados no CV, mais ainda do que a formação.
CONHECIMENTO DE LÍNGUAS
Na maioria dos casos, o conhecimento de línguas é o que faz pender a balança quando uma empresa encontra dois perfis que se enquadram na posição para a qual procura um empregado. Isso é confirmado pelo Relatório Infoempleo Adecco 2019, que revela que 34% das ofertas incluíam esse requisito em 2018, dois pontos a mais do que no ano anterior. A importância deste requisito varia consoante o sector. O turismo e a hotelaria são os principais sectores que exigem uma segunda língua, bem como a engenharia e as telecomunicações.