Os agentes de viagens espanhóis acreditam que a recuperação será muito lenta
Sete em cada 10 agentes de viagens nacionais acreditam que a reativação da atividade turística começará quando a maioria da população estiver vacinada, de acordo com o último relatório do Observatur. A maioria acredita que isso não acontecerá até o próximo verão ou mais tarde. De qualquer forma, 84% dos consultados acreditam que será uma recuperação lenta ou muito lenta.
De acordo com o Relatório da Temporada 2020/2021 do Observatório Nacional de Turismo de Saída (Observatur), levará 1,75 anos 1,75 anos para atingir o nível anterior de atividade, ou seja, isso não acontecerá antes do verão de 2022, de acordo com os agentes de viagens espanhóis.
Em linha com essas impressões, 84,5% dos agentes acreditam que em 2021 não recuperarão os níveis de faturamento de 2019. Na prática, 72,3% acreditam que o volume de negócios será metade do de 2019 ou menos. A estimativa mais frequente é que será facturado entre 30% e 50% do que foi alcançado no ano passado.
Embora a recuperação seja lenta e venha a ser lenta, a maioria dos representantes de agências consultados sustenta que basicamente voltarão a fazer as mesmas viagens de antes da pandemia: 70% dizem que as viagens serão “nada” ou “apenas um pouco diferentes”.
Entre aqueles que afirmam que as viagens vão mudar (30%), três possíveis variações são particularmente citadas: a forma de contratação, os requisitos do alojamento e os do transporte. Cerca de 38% colocam as exigências das agências de viagens entre as que mais mudaram após a pandemia.
TRIPS DO FUTURO
Um dos valores em alta para as viagens no futuro será a flexibilidade na contratação, já que o acordo entre as agências é praticamente unânime. Para a grande maioria, as garantias sanitárias serão também muito importantes, pensando-se também que as reservas serão adiadas devido ao receio de surtos. Uma parte significativa dos inquiridos considera também que se procuram viagens mais responsáveis do ponto de vista ambiental. Seis em cada dez agentes também acreditam que haverá um aumento na necessidade de informações sobre a viagem e o destino.
Mais duvidoso, no entanto, é se novas formas de viajar serão procuradas: quase tantos acreditam que isso não acontecerá (32%) quanto aqueles que estão comprometidos com essa mudança (31%).
Sobre como devem ser as agências de viagens do futuro, face à nova realidade deixada pela pandemia, os inquiridos pensam que os clientes irão valorizar particularmente três aspectos:aconselhamento profissional, segurança e proteção e a possibilidade de personalizar as viagens. Seguir-se-ão o conhecimento das medidas sanitárias dos fornecedores e a empatia para compreender o cliente.