As agências de viagens pensam que é altura de cobrar pelos conselhos

As agências de viagens pensam que é altura de cobrar pelos conselhos

Num momento de boas notícias para o sector das viagens, com números que se sucedem dia após dia, previsões optimistas para o futuro e um ambiente de viagens cada vez mais complexo, a ObservaTur perguntou aos agentes de viagens o que pensam sobre a potencial cobrança pelos seus conselhos especializados. A opinião maioritária é que a oportunidade é boa.

É assim que 7 em cada 10 profissionais consultados pelo Observatório Nacional do Turismo Emisor (ObservaTur), que é composto por uma dezena de empresas líderes no sector das viagens e turismo: Amadeus, AON, Beroni, Carrefour Viajes, IAG7/Airmet, Iberia, Ilunion Hotels, Iryo, Mundiplan e a Associação Nacional de Agências de Viagens (UNAV).

De acordo com estes profissionais, as actuais circunstâncias de prosperidade que o sector do turismo está a viver, com números que crescem dia após dia, com previsões mais do que optimistas para o futuro e um ambiente mais do que otimista;O cenário mais adequado para a adoção desta medida, que em todo o caso não é um cenário.

A esta grande percentagem de profissionais que propõem a medida de cobrar pela atenção e dedicação do seu tempo devem ser acrescentados aqueles (cerca de 4% dos consultados) que já cobram uma taxa por este serviço de aconselhamento há algum tempo.

No entanto, há também um grupo muito compacto de agentes de viagens, mais de 26%, que acreditam que este não é o momento certo, pois a situação atual —eles sustentam—não é favorável para cobrar por este serviço.

Na opinião de Marcos Franco, sócio fundador da ReiniziaT e porta-voz do ObservaTur, “a resposta dada pelos profissionais deste canal à pergunta do Observatório” não é surpreendente. “Há que ter em conta —explica— que, como parte das suas funções, é verdade, dedicam muitas horas do seu trabalho a responder aos clientes e a colocar todo o seu conhecimento especializado sobre destinos e viagens ao serviço dos viajantes”. Por vezes, depois de obterem a informação e os preços das propostas, vão-se embora com esses orçamentos para conseguirem melhores ofertas noutros pontos de venda, prejudicando esse trabalho e a dedicação que colocam", denuncia.

Segundo Franco, “a medida está a ser proposta também num contexto muito favorável, com todos os parâmetros sectoriais em alta e com um aumento significativo da complexidade da organização de uma viagem, pois estão a passar os tempos das propostas indiferenciadas em prol da personalização máxima. E esta personalização e o valor acrescentado fornecido pelos agentes são uma parte essencial do "sucesso das viagens".