O que não é negociável para quem viaja em negócios

O que não é negociável para quem viaja em negócios

O perfil do viajante de negócios evoluiu significativamente nos últimos anos. Em 2025, as empresas já não estão apenas a tentar cobrir as viagens dos funcionários. O foco está agora na otimização de cada experiência para ser eficaz, mas também respeitando as necessidades individuais do viajante.

Já lá vai o tempo em que o conforto era um luxo. Agora, aspectos como personalização, sustentabilidade e controlo sobre os itinerários são essenciais. Mas quais são exatamente os "não negociáveis" para os viajantes de negócios de hoje?

Acesso a opções de transporte sustentáveis. A sustentabilidade não é uma tendência passageira. Cada vez mais viajantes dão prioridade a opções como comboios de alta velocidade ou voos que são mais amigos do ambiente.De acordo com Luca Carlucci, CEO da BizAway, os viajantes de negócios querem saber que suas decisões não só beneficiam a empresa, mas também o planeta.

Máxima personalização das experiências. A personalização tornou-se uma expetativa. Os viajantes de negócios exigem itinerários, alojamentos e serviços que sejam adaptados às suas preferências e necessidades específicas. Desde opções de refeições a bordo até quartos de hotel com caraterísticas específicas, todos os detalhes são importantes.

Alojamentos projetados para descanso e trabalho. Os hotéis não são mais apenas lugares para dormir; eles são escritórios temporários. Os viajantes precisam de espaços funcionais que combinem a tecnologia certa com o conforto, como mesas ergonômicas, áreas de lounge e serviços rápidos.

Flexibilidade total em alterações e cancelamentos. Ninguém pode prever alterações de última hora num horário de trabalho. Os viajantes exigem ferramentas que lhes permitam gerir os itinerários sem penalizações ou complicações. Além de reduzir o stress dos imprevistos, as soluções flexíveis melhoram a produtividade dos viajantes.

Gestão transparente de despesas e lucros. Um sistema claro e simples de gestão das despesas é obrigatório. As empresas que oferecem plataformas que automatizam este processo poupam tempo e eliminam a frustração dos viajantes. Além disso, os programas de fidelização bem concebidos são um incentivo cada vez mais valorizado.

Os "não negociáveis" são, mais do que um reflexo do que os viajantes precisam, um reflexo da forma como as empresas se estão a adaptar para satisfazer estas expectativas. Nas palavras de Carlucci, “quando uma viagem é desenhada especificamente para aquele profissional em particular, os resultados são claros: desempenho superior, menor desgaste e uma experiência que beneficia todas as partes envolvidas.

As organizações que dão prioridade a estes requisitos estão a investir não só no seu talento, mas também no seu sucesso a longo prazo. O viajante de negócios de 2025 sabe o que quer, e as empresas que ouvirem e agirem em conformidade serão as que se destacam num sector cada vez mais competitivo e exigente.

O sucesso das viagens de negócios não se mede apenas em reuniões concluídas ou contratos fechados, mas na forma como a realização profissional é equilibrada com o bem-estar do viajante. As empresas que compreendem isto estão um passo à frente", acrescentou Carlucci.