Cohoteling, a nova tendência dos hotéis de luxo
Na complicada situação que o sector hoteleiro atravessa em Espanha devido à pandemia, os hotéis do sector de luxo viram no cliente diurno, aqueles que não pernoitam, uma alternativa para amortecer a queda do seu volume de negócios devido à ausência de turistas. De acordo com uma análise efectuada pela Hotelbreak, estes estabelecimentos aumentaram 35% desta forma.
Mulher de 35 anos, residente nas proximidades e que gasta em média 54 euros por atividade. Este é o perfil do cliente que usufrui das facilidades de um hotel, mas não dorme nele. A tendência é conhecida como cohoteling.
Muitos estabelecimentos consideram mais caro fechar as suas instalações do que deixá-las abertas, pelo que viram no cohoteling uma forma de rentabilizar os seus espaços sem custos adicionais e uma fórmula para obter uma fonte de rendimento significativa. Tanto assim é que cerca de 60% dos clientes que utilizam os espaços de serviço são clientes diurnos, ou seja, locais ou turistas locais. O lazer é a principal motivação para usufruir destas instalações: piscinas, spas, restaurantes, ginásios, tratamentos de bem-estar…
Antes da pandemia, era raro encontrar nos hotéis clientes que não fossem hóspedes, exceto os que utilizavam as salas de reuniões. A ausência de turistas fez com que muitas pessoas transferissem o seu lazer para os hotéis de luxo. São espaços que oferecem um tempo seguro e uma alternativa que proporciona experiências novas e exclusivas em ambientes próximos que antes eram inacessíveis.
De acordo com uma análise realizada pela Hotelbreak entre mais de 7.000 clientes desta plataforma, o retrato típico do cliente diurno é o de uma mulher, com cerca de 35 anos, que vive em grandes cidades como Madrid, Barcelona, Gran Canaria, Maiorca ou Valência e que vai a este tipo de estabelecimentos em busca de experiências exclusivas. O período mais comum para fazer uso das instalações ou serviços do hotel concentra-se de quinta a domingo, com uma média de 3 a 5 horas por atividade.
No que diz respeito aos planos mais populares, deve ser feita uma distinção entre hotéis urbanos e aqueles localizados na costa. Nos primeiros, a experiência mais solicitada é o circuito de spa com massagem no inverno e a utilização da piscina no verão. Como segunda opção, encontramos o brunch nos telhados com vista para a cidade, muito popular em qualquer altura do ano. Nos hotéis costeiros, os hóspedes optam, em primeiro lugar, por um daypass passe diário para utilizar todas as instalações do hotel— e, em segundo lugar, pela reserva de camas balinesas com vista para o mar e almoço incluído.
Em relação ao número de pessoas que recorrem a estes planos, há também uma diferença entre os hotéis urbanos e os de férias. Nos primeiros, a média de pessoas por plano é de duas, enquanto nos segundos, o número aumenta para quatro. Em qualquer dos casos, o bilhete médio por atividade é de 54 € por pessoa a que acresce mais 22 € para consumo extra no hotel.