Relatórios, alertas e geolocalização, ou como pôr em prática o dever de diligência
Uma das soluções de mobilidade mais comuns utilizadas pelas empresas no âmbito da sua estratégia de gestão dos riscos dos trabalhadores são as relacionadas com a documentação de viagem, os relatórios de destino, os alertas e a geolocalização.
As grandes agências corporativas, algumas consultoras de segurança ou fornecedores de tecnologia como a Amadeus dispõem de ferramentas que integram algumas ou todas estas funções.
O Amadeus Mobile Messenger, por exemplo, oferece assistência profissional na gestão de situações de risco e permite à agência de viagens comunicar com os seus viajantes a qualquer momento e em tempo real. Outras empresas como a Tripcare e multinacionais como a Healix ou a International SOS também operam.
Os mais eficazes são aqueles que estão ligados à ferramenta de auto-reserva. Neste caso, os dados do itinerário são transferidos diretamente para a aplicação, que também recolhe eventuais alterações desde o momento da reserva até à realização efectiva da viagem, ou mesmo durante a própria viagem.
São muito úteis para o viajante porque, para além de comunicarem as alterações, também costumam incluir um sistema de alertas para circunstâncias externas, como greves, complicações meteorológicas, agitação social ou política e qualquer ameaça à segurança.
Os sistemas de geolocalização são também, por vezes, decisivos quando as comunicações tradicionais falham ou simplesmente para que o gestor de viagens possa ter uma imagem fixa do local onde se encontram todos os seus viajantes num dado momento.
Em todo o caso, também gera polémica. Embora não seja a norma, há empregados que reclamam a sua privacidade quando estão fora de casa e, para o bem ou para o mal, recusam-se a ter os seus dispositivos móveis sempre ligados. A questão tem implicações legais, porque não é claro que uma empresa possa impor um controlo 24 horas por dia.