O que leva os viajantes a clicar e reservar um voo?

O que leva os viajantes a clicar e reservar um voo?

O equilíbrio entre produto, serviço e conveniência é diferente para cada viajante e tem impacto no preço que cada viajante está disposto a pagar por um voo. Um novo estudo publicado pela Amadeus analisa estes componentes e as últimas tendências. Entre outras coisas, uma constatação surpreendente: apenas 24% dos viajantes dão prioridade ao preço mais baixo.

O relatório observa que as preferências dos viajantes são melhor compreendidas utilizando um modelo de produto/serviço/conveniência» que fornece às companhias aéreas um plano de ação para melhor comunicar a sua oferta e garantir a fidelidade dos viajantes.Abraçando a transformação digital das companhias aéreas: um foco sobre o que os viajantes valorizam, lança luz sobre a motivação por trás da reserva de um voo.

Hoje em dia, os retalhistas de vários sectores reinventaram a experiência do cliente. No entanto, o desafio muitas vezes reside em descobrir o que os clientes realmente valorizam ao fazer uma compra tão importante.

Este relatório, que se centra especificamente na indústria da aviação, explora novas formas de recolher dados dos clientes e combiná-los com a análise económico-comportamental, a inteligência artificial (IA) e o comércio contextual para melhor responder a esta questão.

O relatório discute um modelo de produto/serviço/conveniência para as companhias aéreas comercializarem os seus produtos de uma forma mais intuitiva e tirarem partido de todas as oportunidades. Mas esta não é uma abordagem universal para todos os viajantes.

No inquérito realizado para o relatório, 56% dos viajantes disseram que o pacote total era o mais importante para eles, enquanto apenas 24% deram prioridade ao preço mais baixo.

O estudo, encomendado pela Amadeuse pela Connections, uma rede internacional e organizadora de eventos, baseia-se em entrevistas com companhias aéreas, agentes de viagens e especialistas em tecnologia, bem como num inquérito independente aos viajantes, centrado nos aspectos que mais valorizam quando reservam um voo.

O relatório identifica uma série de mudanças que estão a ocorrer à medida que o digital se torna um catalisador para o sector das companhias aéreas:

 A classe económica está a evoluir: a concorrência mudou as viagens em classe económica. As companhias aéreas estão a responder a esta tendência utilizando dados para impulsionar as vendas de produtos associados à tarifa básica. A American Airlines introduziu recentemente a sua tarifa Basic Economy e a British Airways introduziu os menus Marks & Spencer nos seus voos de curta distância.

A promessa da inteligência artificial (IA): os chatbots alimentados por IA irão transformar drasticamente o sector. O aconselhamento baseado em IA oferecerá uma experiência mais personalizada aos viajantes que o desejarem.

 Reinventando a fidelidade: O aumento das ofertas de canais digitais é um desafio para a fidelidade. A indústria está agora a tentar captar a fidelidade dos viajantes através de programas baseados em gastos, parcerias com retalhistas e agregação de pontos de fidelidade, para que os viajantes possam agora resgatar os seus pontos muito mais facilmente. 

“Existem agora novas abordagens para compreender e definir o que os clientes realmente valorizam quando viajam. A capacidade das novas tecnologias de recolher dados dos clientes ajudará as companhias aéreas a traduzir a sua oferta de uma forma que garanta receitas e fidelidade", diz Elena Aacute'vila, Directora de Estratégia de Companhias Aéreas da Amadeus.