O número de dispositivos inteligentes conectados atingirá os 200 mil milhões até 2020
Em 2006 havia cerca de 2 mil milhões de dispositivos inteligentes ligados. Atualmente, somos mais de 15 mil milhões e, até 2020, prevê-se que o número atinja 200 mil milhões de unidades. Os dados, recolhidos no último relatório sobre "Big Data 2016" da OBS Business School, confirmam o crescimento da chamada Internet das Coisas (IoT).
De acordo com o estudo, o valor total da IoT em 2025 poderá atingir 6,2 biliões de dólares. Por sector, as empresas industriais e as fábricas são as que mais rapidamente adoptam as soluções IoT (análise em tempo real das linhas de montagem, maquinaria robotizada, etc.), seguidas dos hospitais (elementos de monitorização vestíveis, etc.);n portótil, registos de medicação e tratamento…), comércio (rastreamento de inventário, compras por smartphone…), segurança (controlo biomédico e de reconhecimento físico) e transporte (carros de estacionamento automático ou geolocalizadores).
Para José María Maroto, autor do relatório e professor de Business Intelligence e Gestão de Dados e Inovação Tecnológica na OBS, “ o que está em causa agora é enfrentar o desafio da procura de dispositivos a nível de hardware e ser capaz de os integrar com as plataformas actuais”.
De acordo com Maroto, “não há alternativa e a batalha pelos dados deve ser usada para ganhar vantagens competitivas”. De facto, o tráfego global de dados móveis cresceu 74% em 2015 e deverá aumentar oito vezes até 2020.
O estudo também fornece um dado fundamental: cerca de 65% das empresas consultadas para o relatório acreditam que é essencial adotar estratégias de Big Data para sobreviver. De facto, mais de metade afirma que a gestão adequada dos dados que possuem já é tão ou mais importante do que o produto ou serviço que oferecem.
E outro facto fundamental: 72% das empresas que utilizaram Big Data em 2015 excederam as suas previsões, aumentando os seus lucros em 8% e experimentando 10% menos perdas.
Neste sentido, Big Data é também fundamental na geração de emprego. Pelo terceiro ano consecutivo, o business intelligence (Business Intelligence) e o big data (Big Data) são o principal destino do investimento, a principal fonte de emprego qualificado e a principal causa da criação de empresas de produtos e serviços no domínio dos sistemas de informação.
O desenvolvimento do sector gerou o crescimento de empregos relacionados e prevê-se que a procura de talento analítico exceda a oferta em 50-60%. Os cientistas de dados tornaram-se os mais bem pagos no sector das TIC e já estão no topo da lista das 25 melhores profissões das Américas.