As companhias aéreas vão ganhar mais 17% com os serviços auxiliares este ano
As receitas das empresas provenientes de serviços auxiliares (ancillaries) vão atingir 40 mil milhões de euros este ano, mais 17,2% do que em 2013, segundo um estudo da Idea Works Co e da Car Trawler. Este conceito representa já 6,7% do seu volume de negócios e representa o dobro do volume de 2010.
Do montante previsto para este ano, pouco menos de metade (43%) corresponde a actividades que não o mero transporte de passageiros, como as comissões obtidas através de reservas de hotéis, a venda de programas de passageiro frequente ou a prestação de serviços à la carte. Os restantes 57% (cerca de 22,8 mil milhões de euros) serão provenientes de serviços opcionais, como a venda de alimentos e bebidas a bordo, o registo de bagagens, os lugares premium e os serviços de embarque rápido.
As companhias aéreas tradicionais, num total de 112 das 180 analisadas, são as que mais contribuem para este crescimento. Cerca de 41% dos 14 mil milhões de euros de aumento anual são atribuídos aos esforços destas companhias aéreas para aumentar as suas receitas de serviços auxiliares.
O relatório observa que as grandes transportadoras sediadas nos EUA geram um elevado volume de receitas de serviços auxiliares, totalizando 12,3 mil milhões de euros, com uma quota de 30,9% do total global. As taxas de bagagem representam 25% da sua faturação auxiliar.
No entanto, as transportadoras líderes em receitas auxiliares incluem a AirAsia X, a Allegiant, a Pegasus e a Wizz Air, com um aumento de 23,6% na faturação.
Por seu lado, as companhias aéreas de baixo custo vão gerar receitas auxiliares de 6,1 mil milhões de euros, um aumento de 12,1%, derivado de uma combinação de serviços à la carte. Estas incluem a IndiGo, a Jazeera Airways, a Jeju Air, a JetBlue, a Norwegian e a Spring Airlines.